«No Pico, ainda sou o rapaz que emigrou»

img_4701
Ângelo Garcia, natural do Pico, emigrou em 1971, com quinze anos, para os EUA. Formado em Engenharia Civil na San José State University, trabalhou para a Oracle nos anos oitenta, para a Adobe nos anos noventa e, em 2004, foi contratado por George Lucas. É hoje presidente da Lucas Real Estate Holdings e vice-presidente da Skywalker Properties. Pelo caminho, recusou por duas vezes trabalhar com Steve Jobs. Na Lucasfilm, liderou a construção do edifício SandCrawler, em Singapura, e cabe-lhe agora concretizar o sonho mais recente do ex-realizador de cinema: o Lucas Museum of Narrative Art, que abrirá portas em Los Angeles no fim de 2021.

Quando lhe perguntamos, admirativos, o que trouxe do Pico, nos anos 70, para conseguir chegar tão longe em tão pouco tempo, Ângelo Garcia responde-nos com uma frase apenas: «a habilidade de não ter medo.» Ficamos à espera que elabore, mas não o faz. O laconismo amável combina bem com o sorriso cândido que lhe muda o rosto sempre que nos fala da sua ilha, e com o olhar distante, de homem de negócios, que não cessa de avaliar o seu interlocutor.

Em 2004, exigiu a Georges Lucas o impossível: um mês completo de férias, todos os anos, para poder voltar a casa. Encontramo-lo no seu escritório, no Presidio, na véspera da partida para os Açores. «O que é que faz de si um homem do Pico?», queremos saber, conscientes de que vive alheado do mundo imigrante português, ou não lhe exigisse a profissão que resida «a cem por cento num mundo americano». De novo, a resposta é concisa: «ser um homem corajoso.»

Tentamos romancear, acrescentar palavras à sua economia narrativa, e falamos-lhe do pai, que foi baleeiro. Essa coragem, herda-se? Conta-nos, então, que o progenitor, os primos e os amigos lhe falavam do fascínio pela baleação, da coragem que era preciso ter, e à pergunta «alguma vez na vida teve de ser baleeiro?», responde-nos com um ar sério: «quase todos os anos.» E acrescenta: «Nós temos de estar sempre a lutar e é preciso ter coragem para lutar – às vezes ganha-se, outras vezes perde-se, mas é preciso estar sempre a lutar.»

Numa altura em que a maior parte dos pais de família emigrados punha os filhos a trabalhar, o pai de Ângelo permitiu-lhe que fosse estudar. Hoje, admite que nunca foi um bom aluno e aceita que lhe falemos da escola da vida. Nunca se sentiu inferior por não ser um produto da Ivy League e, quanto a isso, é definitivo: «Via outros colegas que podiam ter vindo de outras universidades, mais famosas, e nunca tive receio de combater com eles. Nunca.»

«Carisma» é a palavra que se segue. Escolheu-a como algo que o define nesse mundo exigente onde conseguiu vencer. E talvez faça parte do carisma de Ângelo Garcia tratar George Lucas por «George» ainda que não tenha um grande amor pelo cinema. «Fui criado no Pico, havia um filme da FNAT que ia lá de seis em seis semanas. Não cresci com o cinema e, por isso, nunca tive assim um grande amor.» Quando interpretamos essa posição como «um mecanismo de defesa, de separação das águas», concorda: «quando cá cheguei e iniciei o meu contacto do dia-a-dia com actores e outras pessoas, também tive essa reacção – é o trabalho deles, o meu trabalho é este, eles fazem o seu trabalho, eu faço o meu muito bem. Somos amigos, mas é só.»

Também não deixa de ser carismática a relação que teve com Steve Jobs, seu colega na San José State University, a quem por duas vezes disse que não. Uma em 1988/9, altura em que Jobs queria «construir uma casa nova e fazê-la de um certo modo, mas estava a ter problemas». «Tentei dizer-lhe que era impossível fazer o que ele queria, mas, teimoso como era, manteve a ideia. Disse-lhe que não podia ajudá-lo, porque ele não ouvia.» Quinze anos depois, sem saber que Jobs estava a morrer, negou-lhe uma segunda proposta de trabalho.

Arrependeu-se?, perguntamos. Responde-nos que não, porque adora o que faz, mas lança a ressalva: «estive à frente da construção do Adobe e, depois, estive à frente da construção do Oracle e, naquele tempo, talvez tivesse mais experiência do que qualquer outra pessoa no Silicon Valley a construir o que nós chamamos de headquarters. Eu sabia que aquela arquitectura que ele queria fazer, que é uma das grandes coisas a acontecer no Silicon Valley, era uma visão como qualquer outra que ele teve e gostava de lhe ter dado a saber que iria ser uma realidade, como é.»

«Visão», «aventura», «coragem» são palavras que se repetem no léxico de Ângelo Garcia. O modo como encara o trabalho já vem de trás, dos dias em que contribuiu para o arranque de dois monstros da tecnologia, nessa Califórnia dos anos 80 onde «o céu era o limite»: «A história nos dirá, mas foi a altura em que a ciência avançou mais do que tinha avançado nos últimos dois séculos. Não havia ideia nenhuma que não fosse analisada, que não fosse trabalhada para se saber se seria uma realidade ou não.»

Quando lhe perguntamos o que mudou no Silicon Valley dos anos oitenta para cá, não hesita: «o dinheiro – há muito mais. As pessoas agora trabalham mais para o dinheiro. Lembro-me de trabalharmos, às vezes, 14 horas por dia para um fim que não era o de trazer para casa mais um quarto de milhão, meio milhão de dólares – era para vencer o que estávamos a querer fazer. A mentalidade era um pouco diferente, era uma mentalidade um pouco mais aventureira.»

Nessas quatro semanas em que regressa ao Pico e «vive no mundo português», Ângelo consegue, por fim, descansar. As pessoas perguntam-lhe por que razão não escolhe outros destinos de férias, mas ir a outros lugares «é um descansar muito diferente do descansar no Pico. Aqui, é o descanso na minha casa, é o descanso de dar um passeio de manhã, de reconhecer tudo.» Tentamos aprofundar este descanso: «no Pico, ainda sou simplesmente o rapaz que emigrou.» A diferença reside, então, no olhar dos outros. Nas expectativas dos outros. Vamos mais longe: «na América, estão sempre à espera de alguma coisa da sua parte, de uma orientação, de um reconhecimento…» Ele corrige: «de uma decisão.»

«Pois, tenho de tomar decisões todos os dias, desde as sete, oito horas da manhã até, às vezes, às dez horas da noite – chamam-me e perguntam “olha, o que é que pensas que se deve fazer?”.»

No Pico, Ângelo Garcia reencontra os amigos da escola, com quem jogava à bola na rua. Às vezes, a bola era de pano. Também havia arcos e piões. Agora, ficam a conversar na praça, até à meia-noite. A «casinha» onde passa férias, hoje tão pequena para duas pessoas, era a casa dos avós, onde moravam dez. Percebe-se que tem uma grande admiração pela história da sua família e talvez seja esse o segredo, a narrativa que usou para reclamar o seu lugar no mundo.

No Lucas Museum of Narrative Arte, que abrirá portas em Los Angeles em 2021, privilegia-se «a arte que conta uma história», que é «narrativa». Pretende-se que o museu seja um lugar onde as pessoas «se sintam bem, se sintam em casa, reconheçam algumas coisas e digam “penso que sei o que eles queriam dizer quando fizeram aquela pintura”».

O museu é apenas mais uma «visão» na vida de um homem cuja profissão tem sido tornar possíveis todos os sonhos. E se George Lucas é «muito mais do que A Guerra das Estrelas», Ângelo Garcia é muito mais do que o simples braço direito do ex-realizador. Les beaux-esprits se rencontrent.

SEMANA 6

Protagonista: Ângelo Garcia

Idade: 62 anos

Actividade: Presidente da Lucas Real Estate Holdings e vice-presidente da Skywalker Properties

Regresso: São Francisco, Califórnia – Ilha do Pico, Açores

Anos de ausência: 47 anos

O horizonte do nosso fracasso

Crónica

Dizia Montaigne (penso que me fica bem citar Montaigne), quando as pessoas lhe perguntavam a razão de suas viagens: «sei do que fujo, não sei bem o que procuro». Revejo-me nesta ideia porque sempre achei que o verdadeiro horizonte das nossas vidas, aquele que nos move, não é o da aspiração, mas o do fracasso.

Temos sempre presente a imagem daquela colega de faculdade que se fechava no quarto às escuras, atrás de pesados reposteiros, daquele amigo hipercrítico que nunca arriscou fazer nada, da prima que todos os domingos ia ver o namorado a jogar futsal, da vizinha que, aos trinta anos, declarou com dramatismo que só voltaria a ter vida quando os filhos tivessem vinte (e até de ir tomar café à rua abdicou). E disto queremos fugir. Abrimos janelas no pino do Inverno (para deixar entrar a luz), tentamos deslumbrar-nos com as pequenas conquistas do homem comum, convertemo-nos a um amor próprio – cheio de manhãs de Yoga e de jejuns introspectivos – em que não acreditamos, dizemos não a todos os sacrifícios e concessões.

No fim de muitas destas nossas viagens, porém, não saímos do mesmo sítio, ainda que o olhemos de outro lugar.

Somos todos um pouco desse quarto escuro, desse desencanto crónico, desse jogo de futsal, desse martírio inútil. E talvez nunca consigamos ser tão condescendentes connosco próprios como somos cruéis com as impotências dos outros, o que nos torna banais. Há, contudo, uma sinceridade que me atordoa quando alguém me sussurra «eu tenho de fugir daqui»: ninguém me trata mal, mas eles deitam-se na cama à noite e dormem. E eu fico neste tormento.

Não se trata de uma fuga estética, não é a aventura de um Baudelaire no Oriente, de um Jack Kerouac pela estrada fora, de um Gauguin no Taiti, não é sequer o «I can’t mate in captivity» de Gloria Steiner em resposta a esse repórter da Newsweek que lhe perguntou, em 1984, por que razão não era casada. É um desconforto irreprimível, visceral, insaciável. O combustível da grandeza.

Quando temos vinte anos, atiramo-nos de paraquedas, nos Himalaias, e voamos. Aos quarenta (o paraquedas abriu-se), sentamo-nos na mesa do café da esquina, a ler. Algo nos diz, em surdina, que conquistámos o direito de sermos felizes.

«Eu sou do tempo em que não havia nada em plástico»

IMG_1278

Venceslau nasceu na Fajã de São João, na Ilha de São Jorge, e construiu uma casa na Fajã do Fischer, na Terceira: toda a vida procurou um lugar onde sentisse reproduzido o palco da infância

Venceslau Reis, 70 anos, residente na Fajã do Fischer, na Ilha Terceira, olha da sua varanda para São Jorge, a ilha onde nasceu, que se vê ao fundo. Viveu até aos dezoito anos na Fajã de São João e, quando lhe perguntamos se gostaria de voltar a viver em São Jorge, responde, peremptório: «Não.» A pergunta foi mal formulada, não tardamos a perceber, porque a fajã, para Venceslau, é muito mais do que a ilha.

Já dentro de casa, sem desviar o olhar, aponta para a janela: «São Jorge está ali. Vejo-a todos os dias», diz, como se lhe bastasse. Quando referimos a Fajã de São João, porém, enche-se de lágrimas e assume a emoção. «Estou emocionado, porque é assim mesmo.»

Construiu com o pai uma boa parte dos muros de pedra que delimitam os caminhos íngremes da encosta da fajã. Aprendeu com ele, e com o irmão mais velho, «a arte da pedra» e, mais tarde, veio a trocá-la pela «do cimento», de que não gosta tanto. «O meu pai era uma pessoa do calhau», descreve, falando das pontes que construíram juntos e de uma bica da sua lavra para onde «encanou» uma água boa. «Era uma água boa, porque fazia arrotar a gente.» Referindo-se às curvas do caminho velho, o dos carros de bois, volta a chorar: «Todas as voltas tinham um nome. Eram descansadouros.»

Quando lhe pedimos que recorde a infância, diz-nos que a escola só chegou à fajã  quando ele tinha 9 anos. «A minha infância foi a acartar molhos de lenha às costas e milho», que o pai ia buscar ao Topo, em troca de peixe. «Éramos felizes.» Vendo que isso nos surpreende, acrescenta: «a senhora não tem noção. Naquela altura, a fajã tinha muita gente.» A mãe, boa mãe, mas «excelente» cozinheira, dava muito pão de milho, que era feito com o milho depois de assado no forno, «mas não lhe ficavam a dever nada», explica, «porque os vizinhos lhe traziam o queijo e o leite».

Imaginamos esses longos dias de trabalho na fajã, onde tantas vezes ficava «a governar chicharro até à meia-noite, à luz do petromax», e os dias em que a chuva dava uma folga aos trabalhos mais pesados, e reconsideramos. «Eram felizes.» Hoje, imigrado na Terceira há já 52 anos, Venceslau vai de visita a casa do pai, de que é proprietário de 7%, e come por lá umas lapas, com os irmãos e amigos. «Nunca pensei que um dia ia haver carros na Fajã de São João», reflecte, lamentando ainda o quebra-mar, construído por cima de uma pequena baía de calhau miúdo, que acabou com «aquele barulho que as ondas fazem a enrolar-se nas pedras». E que o ajudava a adormecer.

«Eu sou do tempo em que não havia nada em plástico», afirma, com um certo orgulho, mas, na garagem da sua casa, guarda um manancial de ferramentas de todos os tipos e materiais. A mulher, «que estava sempre a travá-lo», faleceu há quinze anos. «Apanhei-me livre», confessa, «e tenho uma cegueira por ferramentas que é uma coisa doida.»

A viuvez foi um grande desgosto e houve outros, de que não fala, que o levaram a um internamento temporário numa casa de saúde mental. Agora, alegra-se com a perspectiva da chegada do filho mais velho, que emigrou para a Inglaterra e vem de férias, com a namorada, no dia 10 de Agosto. Recorda com emoção a luta inglória de Paulo por um emprego na Terceira, e o dia em que, por fim, lhe declarou: «Pai, eu não espero nem mais um dia, nem mais um mês, nem mais um ano.» Pesou-lhe a partida do mais velho, mas é um homem resignado com a fatalidade da condição de ilhéu.

Hoje, quando se lhe pergunta se a vinda de São Jorge para a Terceira foi uma emigração, hesita. «Foi uma deslocação». Depois, reconsidera: «Bem, quem foi para a América não levou nada, mas nós tivémos de trazer tudo connosco.» Na Fajã do Fischer, rodeado de tomateiros e de vinhas que ocupam uma boa parte dos seus dias, sentimos a sombra perene de São João, «uma fajã muito saudável», descreve, «boa para a gente respirar. Com muito arvoredo e vinhas escondidas na encosta.» Remata com uma crítica: «Isto aqui não devia chamar-se Canada das Vinhas. Devia ser a Fajã do Fischer.» E, de novo, percebêmo-lo. A fajã antes de tudo o resto.

IMG_1298

Na Fajã do Fischer, Venceslau Reis cuida dos tomateiros e das vinhas e aguarda a chegada do filho que vive na Inglaterra. Quando o telefone toca, suspende-se a entrevista, pois é grande a expectativa da sua chegada.

SEMANA 5

Protagonista: Venceslau Reis

Idade: 70 anos

Actividade: aposentado

Regresso: Fajã do Fischer, Ilha Terceira -> Fajã de São João, Ilha de São Jorge

Anos de ausência: 52 anos

«Cidade»

A PALAVRA DO DIA

ci·da·de 
(latim civitas-atiscondição de cidadãodireito de cidadãoconjunto de cidadãoscidadeestadopátria)

substantivo feminino

1. Povoação que corresponde a uma categoria administrativa (em Portugalsuperior a vila), geralmente caracterizada por um número elevado de habitantespor elevada densidade populacional e por determinadas infra-estruturascuja maioria da população trabalha na indústria ou nos serviços. = URBE

2. [Por extensão]  Conjunto dos habitantes dessa povoação.

3. Parte dessa povoaçãocom alguma característica específica ou com um conjunto de edifícios e equipamentos destinados a determinada actividade (ex.: cidade altacidade universitária).

4. Vida urbanapor oposição à vida no campo (ex.: ele nunca gostou da cidade).

5. [História]  Território independente cujo governo era exercido por cidadãos livresna Antiguidade grega. = CIDADE-ESTADOPÓLIS

6. [Brasil]   [Administração]  Sede de município brasileiroindependentemente do número de habitantes.

7. [Brasil, Informal]   [Entomologia]  Vasto formigueiro de saúvas dividido em compartimentos a que chamam panelas.

“cidade”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/cidade [consultado em 03-08-2018].

Take-away do dia no Portugalia Marketplace

E, de repente, no fim de um longo túnel de fast food americana, o take-away luminoso do Portugalia Marketplace. A maravilha de um bacalhau à brás ali mesmo, ao nosso alcance, o encanto de uns bifes de cebolada e de uns rissóis de camarão, de um polvo assado e de um simples frango com arroz.

Portugalia Marketplace, Fall River, Massachusetts, EUA, Julho de 2018

«Vaguear»

va·gue·ar – Conjugar

verbo intransitivo

1. Andar vagandoerrar sem destino.

2. Passear ociosamenteentregar-se a devaneios.

3. Ser volúvelinconstante.

4. Andar sobre as vagasflutuarboiar.

verbo transitivo

5. [Portugal: Fundão]  Percorrer sem rumo certo.

substantivo masculino

6. Acto de andar errando.

7. Vagueação.

“vaguear”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/vaguear [consultado em 02-08-2018].

Portugalia, Fall River

Entramos na Portugalia Marketplace, a loja portuguesa de Michael e Fernando Benevides, em Fall River Massachusetts, e nunca Portugal teve tanto estilo. Não falta o bacalhau, os queijos continentais e das ilhas, a cerveja e os bons vinhos portugueses, o bom pão do continente e o bolo lêvedo açoriano, os presuntos e as compotas, os frutos secos a peso, as mantas de tear e as louças do Portugal moderno.

Portugalia Marketplace, Fall River, Massachusetts, EUA, Julho de 2018

«Sabor»

PALAVRA DO DIA

sa·bor |ô| 

substantivo masculino

1. Impressão que deixa na boca o que se mastiga ou se engole; gosto, saibo; paladar.

2. O sentido do paladar.

3. [Figurado]  Carácter, índole, espécie, género, propriedade, qualidade, natureza; tom.

4. Graça, espírito.

5. Teor, forma.

6. Ao sabor de, ao bel-prazer, ao gosto de.

7. Ao seu sabor, ao seu gosto, como lhe apraz.